Depois
Depois do descanso voltamos fortes e seguros da poesia. Queremos versos que encantem corações como queremos que o Verão dure para sempre. E se o Verão demorará uns meses a voltar, os versos ficaram sempre connosco.
Os versos do Silêncio
Os versos do Silêncio
1 Comments:
Versos do silêncio são os de quem nunca foi lido. De Goa até Moçambique, leia-se a biografia deste poeta islamista que entronca a sua cultura na cultura luso-cristã.
A propósito de «Mulheres em verso», livro inédito, conjunto de poemas escritos pelo poeta indiano de Moçambique, Jall Hussein, cujo livro foi encontrado no espólio pessoal de Avelino Pascoal, 1º Sargento do Exército português, já falecido. Este é um livro sobre a verdade. Portanto equaciona a própria poesia quanto à sua dimensão ficcional. Porém, isso não quer dizer que Jall Sinth Mussa Hussein deixe subestimar o valor intrinsecamente estético da obra de arte. Jall Hussein procura a luz do momento, o que é uma habilidade e uma facilidade maior da poesia. Também a poesia consiste na ambiguidade do real e do nada. Também ela vê sem ser vista e sem ver.
Para Maria Keil
Visível não era o teu tempo
em segredo te mostraste ao mundo
vinda de dentro para dentro
não como mulher não como imagem acabada
mas em corpo de menina delicada
assim chegaste calada secreta
lá fora a cidade alheia a tanta inocência.
Exposto não foi o teu nome
tua insegurança e teus medos
não tiveram nunca frontalidade de azulejos.
Jall Sinth Hussein, autor de «Poemas do Índico», Ed. Amores Perfeitos, in «Mulheres em verso» (inédito)
Enviar um comentário
<< Home